Um novo estudo, que usa dados de satélite, estima que a vegetação da Europa absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que se pensava anteriormente, divulgou esta segunda-feira a agência espacial europeia ESA em comunicado.

Segundo a investigação, conduzida por cientistas da Universidade de Bremen, na Alemanha, a vegetação terrestre da Europa, entre o Oceano Atlântico e os Montes Urais, na Rússia, capta por ano uma quantidade de carbono duas vezes maior do que a estimada antes, a partir de medições de campo, inventários de biomassa e estudos de ecossistemas.

Para determinar a quantidade de dióxido de carbono absorvida por florestas e bosques, os cientistas analisaram as concentrações do poluente, responsável pelo aquecimento do planeta, medidas a partir de dados transmitidos por satélites da ESA e do programa japonês de observação de gases com efeito de estufa.

Apesar dos resultados, os investigadores ressalvam que são necessários mais estudos para se perceber as diferenças encontradas entre os dados recolhidos a partir das imagens de satélite e os das medições de dióxido de carbono feitas «in situ» e das informações fornecidas pelos inventários de biomassa.

As conclusões hoje divulgadas pela ESA foram publicadas na revista Atmospheric Chemistry and Physics.