As organizações ambientalistas Quercus e Liga para a Protecção da Natureza (LPN) manifestaram-se este sábado contra a aprovação do Palmeiras Resort, em Tavira, por alegadamente violar o Plano Director Municipal, escreve a Lusa.

Em comunicado, dizem que o empreendimento - que ocupará uma área de cerca de dez hectares, com 485 fogos -, contribuirá ainda mais para aumentar a pressão sobre o Parque Natural da Ria Formosa (PNRF).

Reserva Agrícola Nacional

O projecto, que está em discussão pública, insere-se numa área classificada como Reserva Agrícola Nacional (RAN), dizem, acrescentando que os acessos previstos para o empreendimento violam o plano de ordenamento do PNRF.

Segundo a LPN e a Quercus, a nova rotunda projectada para a EN 125, entra dentro dos limites do Parque Natural da Ria Formosa, entidade que, dizem, não foi consultada pela Câmara de Tavira ou a Estradas de Portugal.

Acrescentam que os acessos a construir ocupam parcialmente o terreno do promotor, que se encontra totalmente inserido dentro do Perímetro de Rega do Sotavento Algarvio.

«Apresentação pública fraudulenta»

As organizações ambientalistas dizem ainda que o projecto em discussão pública não cumpre o número legalmente exigido de estacionamentos públicos à superfície, existindo um défice de 161 lugares.

Acusam ainda a autarquia de nada fazer perante o que classificam de «apresentação pública fraudulenta», já que o loteamento se apresenta como «resort» de 5 estrelas, embora no Turismo de Portugal não conste nenhum licenciamento de «resort» com aquela tipologia.