Por: Vítor Hugo Alvarenga | 10- 2- 2012 22: 18
Triunfo de gente grande, números de candidato ao topo. Sétima vitória consecutiva na Liga, 12º jogo sem perder, dois registos
igualados na história do Sp. Braga. O aflito V. Setúbal só teve pernas para meio jogo e caiu com naturalidade. F.C. Porto
alcançado à condição e Lima imparável entre os locais (3-0).
Leonardo Jardim solidifica a sua posição e alcança os
melhores registos de Jesualdo Ferreira e Domingos Paciência no Sp. Braga. Obra com estruturas fortes e consolidadas, agora
reforçadas por elementos como Miguel Lopes ou Ruben Amorim, alternativas a um onze forte.
Regresso ao passado entre
as redes no Estádio AXA. Quim para um lado, Ricardo para o outro, a veterania no reencontro de dois guarda-redes que passaram
pelos grandes e pela baliza da selecção nacional. A 29 de Abril de 2007, o Benfica de Quim empatava com o Sporting de Ricardo.
Quim
tirou a graça de Meyong
O guardião do V. Setúbal mantém alguns hábitos, como as saídas nem sempre coordenadas
da baliza, mas evidenciou boa forma física e reflexos a condizer. Evitou um par de lances de perigo e não teve responsabilidades
nos golos arsenalistas.
Na selecção, Quim teve sempre menos oportunidades que Ricardo. Nesta fase, o titular do Sp.
Braga tem maior crédito na opinião pública. Aliás, o nº 1 dos locais evitou o tento de Meyong (regresso saudado ao Minho)
ao minuto 55, com uma defesa de enorme qualidade.
O Sp. Braga vinha de uma primeira parte agridoce, com mais posse
de bola e vários sustos acumulados. Lima colocou uma bola no poste, a passe de Hugo Viana, mas o Vitória foi incisivo em contra-ataque
e procurou tirar partido dos seus especialistas nas meias distâncias.
Leonardo Jardim procurava a sua sétima vitória
consecutiva, a confirmação de uma época de poderio arsenalista, pódio justificado e segundo lugar à vista, em pressão alta
ao F.C. Porto. Após 45 minutos de qualidade média, os minhotos chegaram mesmo à vantagem.
Lima vezes onze
Custódio
trabalhou bem a meio-campo e lançou Lima. Este entrou na área, contou com o desvio de Ricardo Silva e viu Ricardo ficar pelo
caminho, celebrando o 1-0. Décimo golo (viria a marcar o 11º) para o brasileiro na Liga, um excelente registo a diminuir o
espaço para a concorrência. Nuno Gomes que o diga.
O V. Setúbal chegou ao intervalo com razões de queixa. Por um
lado, fizera pouco para estar a perder, pelo contrário. Por outro, lamentou um fora-de-jogo mal tirado a Ricardo Silva e uma
falta ofensiva assinalada a Targino, num lance em que pediu grande penalidade (não parece). Ainda assim, Bruno Ribeiro prejudicou
a sua equipa ao ser expulso por protestos, já no acesso às cabines.
O treinador sadino não regressou para a etapa
complementar e viu a formação do Bonfim sofreu o segundo golo pouco depois. Uma vez mais, Lima foi protagonista. O brasileiro
voltou a receber a bola na área mas, desta vez, percebeu a movimentação de Alan e assistiu o conterrâneo.
Minutos
antes, Quim fizera a tal brilhante defesa após cabeceamento de Meyong. A vitória do Sp. Braga começou na baliza e terminou
na inspiração de Lima. Tudo girou em torno do avançado brasileiro.
Alan marca e devolve a simpatia
Os
visitantes caíram na etapa complementar, física e amimicamente, deixando espaço para o controlo arsenalista e natural avolumar
no resultado. Na recta final, após canto cobrando por Alan, Lima subiu em boa posição e cabeceou para o 3-0.
Meyong
podia reduzir a desvantagem sadina mas, na cobrança de um castigo máximo, atirou para o meio e Quim adivinhou. «Eu conheço-te»,
lembrou o guardião local. Os adeptos do Sp. Braga aplaudiram o antigo ponta-de-lança.
Triunfo natural de um sério
candidato à luta pelos lugares cimeiros.
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