O diretor do Centro de Investigação Champalimaud, Zvi Fuks terá estado envolvido num caso de fraude bolsista, nos Estados Unidos, e pagou 2,6 milhões de dólares para não ir a julgamento. A informação é avançada esta sexta-feira pelo jornal «Diário de Notícias».

De acordo com a mesma notícia, Zvi Fuks terá tido acesso a informação privilegiada sobre uma farmacêutica, a ImClone, que ia ter um medicamento chumbado, pela entidade competente, e conseguiu vendar as ações antes de estas desvalorizarem 16% por cento nos mercados.

O caso remonta a 2001 e a acusação tem data de 2005. O clínico era acusado de «inside trading» (abuso de informação privilegiada) e acabou por pagar milhões ao regulador de mercado para não se sentar no banco dos réus.

O DN tentou falar com o advogado do médico, mas não terá obtido resposta em tempo útil. Já a Fundação Champalimaud afirmou «estar tranquila em relação a este tema».

Sabina Ben Yehuda da empresa de investimentos Scientia, soube através de Samuel Waksal, presidente executivo da ImClone, que o medicamento Erbitux, para o cancro da próstata, iria ser reprovado e passou essa informação a Zvi Fuks.

No dia seguinte, ambos venderam ações da empresa. Aliás, nesse mesmo dia, a decisão da rejeição do medicamento foi oficializada e, no dia seguinte, o valor das ações caíram 16%.

Zvi Fuks vendeu as suas ações por cinco milhões de dólares. O presidente executivo da ImClone, acusado no mesmo processo, acabou condenado a 87 meses de prisão.

A conhecida apresentadora norte-americana, Martha Stewart, amiga de Fuks também esteve envolvida no caso. Também ela vendeu ações com base na informação privilegiada.