Por: Redacção / Tânia Gonçalves | 28- 5- 2009 11: 25
O Jardim Zoológico de Lisboa faz esta quinta-feira 125 anos e apresenta algumas novidades no habitat dos animais, afirmando-se
como um espaço «que existe, resiste e rejuvenesceu», disse Fernando Paisana ao tvi24.pt.
«125 anos cheios
de vida» é o tema de comemoração do aniversário do Jardim Zoológico de Lisboa, festejado esta quinta-feira. Com mais de um
centenário de história, as «dificuldades são sempre muitas numa instituição que não tem apoios nem governamentais nem municipais»,
disse o administrador da instituição. Apesar dos contratempos, «com 125 anos quer dizer que existe e resiste e rejuvenesceu»,
afirmou o administrador.
Novas condições
De cara lavada, o Jardim Zoológico «iniciou uma revolução
autêntica», disse o administrador, apresentando algumas novidades. É o caso do espaço dos primatas, que estavam em «compartimentos
reservados de grades austeras, ferro, cimento. Hoje têm erva, têm relva e água, sol, chuva, vento, que é aquilo que eles gostam,
foi para isso que eles nasceram».
Também os tigres brancos, os rinocerontes, as zebras e as girafas, podem contar
agora com espaços mais adequados ao seu habitat natural. «A obra está quase no fim mas ainda não acabou», explicou Fernando
Paisana.
Conservação da espécie
O Jardim Zoológico esforça-se para manter um ambiente o mais natural
possível para os animais, para que estes se possam sentir em liberdade. «Isto está organizado de maneira a que o Jardim Zoológico
colabore neste objectivo que é primordial, a conservação da espécie em vias de extinção, para que os vindouros vejam animais
que possivelmente já não veriam», explicou o administrador ao tvi24.pt.
Foi com esta preocupação que o Jardim
Zoológico iniciou a sua participação num Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas, «queremos colaborar na manutenção
e não no desaparecimento», afirmou Fernando Paisana, «é nisso que nós estamos interessados, conservar, repovoar, investigar
e dar ao conhecimento dos portugueses o valor que têm estes animais na natureza», explicou.
Mas para alcançar estes
objectivos, são necessárias condições financeiras, o que é uma preocupação para o Zoo, pois trata-se de uma instituição privada
de utilidade pública. «Dificuldades são sempre muitas numa instituição que não tem apoios nem governamentais nem municipais»,
comentou o administrador.
As despesas
«Nós aqui temos que ter imaginação para chamar os portugueses
a colaborarem, esquecermo-nos que existe qualquer outro apoio, porque hoje as coisas não são fáceis, não são baratas, nós
temos cerca de dois mil animais, a alimentação e dispendiosa, temos que ter 200 a 300 trabalhadores que têm que ser pagos
ao fim no mês. Temos que dar aos animais as condições que eles nos exigem, que é tudo aquilo que for melhor para eles», explicou.
Todas
as ajudas são bem-vindas, «nós recorremos a tudo, temos a publicidade, temos o apadrinhamento dos animais».
Fernando
Paisana contou ao tvi24.pt, que «qualquer pessoa ou qualquer empresa pode apadrinhar um animal», «felizmente há bastante
gente interessada», disse.
Quanto à possibilidade de mudança do espaço, Fernando Paisana disse que não é verdade.
«Estamos a fazer obras e a gastar mais dinheiro, não é para sair, é para ficar», atestou.
«Não admito é que haja
uma Câmara Municipal de Lisboa que esteja de costas voltadas para esta instituição», disse indignado.
Veja o vídeo que conta a história
Apesar da dificuldades, os dois mil animais continuam
a ter um habitat que se vai renovando aos poucos. Fernando Paisana, administrador do Zoo, deixa um convite a toda a gente,
para que «venham ver o novo Jardim Zoológico».
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