O projeto arrancou em 2012, por iniciativa de Garry Mercer, inglês a viver na Zambujeira do Mar há 12 anos, que procurava um produto que pudesse ser considerado um "vinho seco", como o rosé, e não um licor, à semelhança de muitas bebidas alcoólicas de morango já produzidas, "mais doces".

O primeiro lote da bebida, produzida numa adega tradicional em relação à qual os responsáveis fazem questão de manter "algum sigilo", surgiu há dois anos e, desde então, tem continuado a ser desenvolvida, indicou Garry Mercer.

O processo, explicou o empresário inglês, tem sido beneficiado pelas particularidades da matéria-prima, os morangos, que, "ao contrário das uvas", podem ser colhidos "quase todas as semanas", permitindo produzir "pequenos lotes", consoante as necessidades.

De acordo com Garry Mercer, "não há ingredientes secretos" nesta bebida, cujo processo de produção é "similar" ao do vinho, com uma duração, desde a colheita até ao produto acabado, de três a quatro meses.

A escolha das variedades certas e da melhor altura para colher os frutos são "fatores-chave" para a qualidade do produto, assegurou o responsável.

"Tentamos, à medida do possível, aplicar métodos tradicionais, com equipamentos tradicionais, quase rústicos", evidenciou.

Para já, a bebida, que não pode ser designada de vinho por imposição legal, tem sido apreciada apenas pelos "amigos".

Mas, Garry Mercer avisa: "não queremos comparar a nossa bebida com o vinho, isto é algo diferente e novo, apenas isso".

A empresa, cuja estrutura reside unicamente nos três sócios, tem atualmente uma reserva de 500 garrafas que podem servir encomendas que venham a ser feitas.

Quanto a investimentos futuros, o empresário inglês mostrou-se cauteloso, mas admitiu que, dependendo da reação ao produto, "existem opções a serem consideradas".

"A bebida nasceu de uma ideia. Eu gosto, 95% dos meus amigos que provaram gostam e espero que outros também gostem. Depois, logo se vê", concluiu.