A escassas horas do fim do ano, muitos preparam-se para participar nas tradicionais festas do Reveillon, propícias a situações de rouquidão e afonia. Mas há alguns truques que pode usar para evitar perder a voz e para trata-la, depois das festas do dia 31.

A música alta, o fogo-de-artifício ao ar livre, celebrar com champanhe, são algumas das maiores tradições desta altura do ano. O ambiente festivo traz consigo, no entanto, algumas das piores agressões para as cordas vocais e é comum acordar no primeiro dia do ano rouco ou sem voz.
 

“Todas as situações em que temos de puxar a voz ou estar a gritar para nos fazermos entender podem causar situações de disfonia e afonia”, afirmou Leonel Luís, otorrinolaringologista, em entrevista à TVI.


O médico recordou que “a primeira coisa a fazer é evitar a combinação de ar frio, álcool e tabaco”, algo difícil no Reveillon. Contudo, há alguns passos que pode adotar para preservar as cordas vocais, mesmo antes do início da festa.
 

“É preciso sabermos utilizar a nossa voz e colocá-la. Fazermos alguns exercícios, por exemplo, falarmos durante o jantar sem ser demasiadamente alto, sem gritarmos, aquecendo o aparelho vocal, e tentar moderar os gritos”.


Uma preparação importante, porque “o aparelho vocal é feito de músculo, de sangue, cartilagens, exatamente como o resto do nosso corpo” e as agressões às cordas vocais podem causar lesões para o resto da vida, mesmo depois da rouquidão  passar.
 

“Pensemos assim: as pessoas que não jogam futebol e de repente dizem ‘vou jogar hoje, sem qualquer preparação, não vou ao ginásio há três ou quatro meses’. O que é que vai acontecer? Se calhar vão fazer um pequeno entorse ou uma pequena lesão, sem qualquer problema, mas se calhar arriscam-se a ficar com uma lesão para o resto da vida. Em termos da nossa voz é rigorosamente a mesma coisa. Podemos ter uma pequena lesão que conseguimos ultrapassar ou não”.


No dia um, para aqueles que não conseguiram evitar a rouquidão, há ainda alguns truques que podem melhorá-la.
 

“Podemos tomar um pequeno inflamatório, é sempre bom, como um Ibuprofeno ou um Naproxeno, é de dose baixa e de venda livre. Podemos fazer também ingestão de muitos líquidos, não gelados e não quentes. Se forem um porquinho frescos é bom. Evitar a ingestão de ácidos e de alimentação que é de difícil ingestão. Devemos ingerir muitos líquidos e fazer um bom repouso vocal”.


Pode tentar ainda algumas “mezinhas”, mas o otorrino recorda que a sua eficácia não está ainda comprovada.

“Por exemplo, o mel dá um alívio que parece imediato, mas é de difícil digestão, por isso é de evitar. Eventualmente, um bom chá, isso sim. É essencial é beber muita água a hidratarmo-nos muito”.