Notícia atualizada às 11:50

Os onze detidos no âmbito de uma investigação, relacionada com a atribuição de vistos gold, são ouvidos esta sexta-feira pelo  juiz de instrução criminal, de acordo com o comunicado emitido pela PGR na quinta-feira à noite. 

No comunicado, a Procuradoria-Geral da República, afirmava que os detidos serão submetidos ao primeiro interrogatório judicial «durante o dia» de hoje, sem especificar horas para a inquirição.

Os interrogatórios deviam ter começado pelas 09:00, mas só devem começar ao início da tarde. Os interrogatórios serão conduzidos pelo juiz Carlos Alexandre

No final, os detidos durante a operação de quinta-feira deverão conhecer as eventuais medidas de coação, que podem ir do termo de residência e identidade à prisão preventiva.

Entre os detidos estão o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, e a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes.

A secretária-geral do Ambiente, que também foi visada nas buscas, apresentou a sua demissão.

Vistos gold: as buscas e as reações políticas

O inquérito investiga suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais, na atribuiçãpo de vistos gold.

No âmbito da investigação, na quinta-feira, foram realizadas seis dezenas de buscas em vários pontos do país, incluindo nos ministérios da Administração Interna, da Justiça e do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.

«Estas buscas destinaram-se à recolha de informação relacionada com departamentos, serviços e funcionários daqueles ministérios, e não visavam membros do Governo», afirmou a PGR.

Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ).

Pires de Lima na TVI: «É preciso evitarmos masoquismos» sobre os vistos gold

Criado em 2013, o programa de atribuição de vistos gold permite a emissão de autorizações de residência para estrangeiros oriundos de fora do espaço Schengen que, por um período mínimo de cinco anos, façam investimentos em Portugal.