Notícia atualizada às 21:55


A Câmara de Lisboa foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ) por causa do processo dos vistos dourados, confirmou a TVI24. Em causa está a suspeita de que um empresário chinês terá tentado comprar um edifício camarário, sem que se realizasse a hasta pública habitual. 

Ao que parece, António Figueiredo, presidente do Instituto de Registos e Notariado, terá alguma ligação com este negócio, já que os inspetores da Judiciária terão procurado as comunicações existentes entre esse responsável e o departamento da Câmara de Lisboa responsável pela gestão patrimonial.

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou que a PJ realizou buscas na quarta-feira a «um posto de trabalho individual de um colaborador», sem especificar a pessoa em causa.

De acordo com uma nota enviada pela CML à Lusa, as buscas foram realizadas pelas 09:30, dando cumprimento a uma decisão judicial de «mandado de busca e apreensão» ao posto de trabalho do colaborador da autarquia.

No comunicado, a Câmara de Lisboa adianta ainda que «foram pela PJ recolhidos no posto de trabalho em causa todos os elementos de prova que entenderam por conveniente» e que «os serviços do município prestaram toda a colaboração que lhes foi solicitada» pela polícia.