O arqueólogo e antigo governador civil de Viseu João Luís Inês Vaz morreu ao final da tarde de terça-feira, aos 63 anos, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte do Centro de Estudos Aquilino Ribeiro, que presidia.

Segundo a mesma fonte, Inês Vaz foi vítima de um ataque cardíaco, tendo sido transportado por uma viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o hospital de Lamego.

Ao início da manhã, o corpo ainda não tinha sido libertado do hospital, desconhecendo-se a hora do funeral, acrescentou.

Nascido em 1951, no Soito, no concelho de Sabugal, Inês Vaz era doutorado em Pré-História e Arqueologia pela Universidade de Coimbra.

Foi professor do ensino secundário e também do polo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa e desempenhou vários cargos públicos, como o de governador civil do distrito de Viseu.

O investigador foi responsável pela realização de mais de uma dezena de congressos nacionais e internacionais, no âmbito da Arqueologia e História, e como arqueólogo esteve envolvido em campanhas de escavação em castros e estações arqueológicas romanas na região de Viseu e de Aveiro.

Inês Vaz deixou escritos vários livros e trabalhos de caráter histórico, arqueológico e pedagógico, publicados em Portugal, Espanha, França e Itália, entre os quais “Lusitanos – No tempo de Viriato”.

O Centro de Estudos Aquilino Ribeiro, que presidia desde o ano passado, já lamentou o falecimento de Inês Vaz.

“A notícia é de pesar para a família, para os amigos e para quantos se habituaram a partilhar, no seu dia, o trabalho, o empenho, a dedicação e a bonomia com que enfrentava os dias ainda cheios de futuro”, escreveu, na sua página do Facebook.


Pela mesma via, a concelhia de Viseu do PS manifestou o pesar pelo desaparecimento de Inês Vaz.

“Viseu perde hoje um homem bom, interventivo, cidadão exemplar, servidor público. O PS Viseu perdeu também hoje um grande colaborador, uma das suas referências”, refere, na mensagem divulgada na terça-feira à noite.