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Enfermeiros da sala de partos de Viseu queixam-se à Ordem

Em causa a diminuição do número de enfermeiros por turno

Por: tvi24  |  5- 8- 2010  21: 52

Saúde (arquivo)

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Os enfermeiros da sala de partos do Hospital de S. Teotónio, de Viseu, denunciaram à Ordem a diminuição do número destes profissionais por turno, por considerarem que coloca em causa a qualidade e a segurança do serviço, noticia a Lusa.

No documento subscrito por 26 enfermeiros - a que a agência Lusa teve acesso - estes profissionais contam que, desde domingo, houve «diminuição do número de enfermeiros por turno», estando três no da manhã, três no da tarde e dois no da noite, o que «está em total desacordo com o parecer da Ordem dos Enfermeiros sobre as condições para o funcionamento das maternidades que prevê os recursos mínimos nas salas de parto».

«No período de ausência da enfermeira chefe fomos confrontados pelo enfermeiro director com a redução de pessoal, que resulta na diminuição da qualidade que nós queremos defender para as nossas parturientes», contou um dos enfermeiros, que pediu para não ser identificado.

Segundo o enfermeiro, «a equipa está a trabalhar no mínimo dos mínimos, o que não vai de encontro ao que a Ordem dos Enfermeiros tem defendido», por isso fizeram-lhes chegar quarta-feira a denúncia, pedindo a sua intervenção «o mais rapidamente possível».

Explicou que num parecer a Ordem defende que deve haver cinco enfermeiros por cada turno e, até domingo, em Viseu havia quatro no da manhã, três no da tarde e dois no da noite.

«Agora no turno na manhã estamos com três, o que é muito baixo», lamentou, acrescentando que em 2009 se registaram 2300 partos no Hospital de S. Teotónio.

Lembrou que «a sala de partos é uma estrutura bastante grande», com oito quartos, estando os enfermeiros distribuídos em função do serviço individualizado a cada parturiente, sendo que, «estando reduzidos, vai ser reduzida essa prestação também».

Contou que, na ausência da enfermeira chefe, tentaram demover o enfermeiro director da sua intenção, dizendo-lhe que «não seria adequado o momento e o que estava a fazer».

Quando esta semana regressou ao trabalho, a enfermeira chefe foi esclarecer-se com o enfermeiro director «também no sentido de voltar atrás com a decisão que tomou», mas que este manteve, o que a levou a colocar o seu lugar à disposição.

A enfermeira chefe escusou-se a prestar declarações, dizendo apenas estar de acordo com a posição dos enfermeiros.

Reajustamento

O Relações Públicas do hospital, Luís Viegas, esclareceu que se trata «de uma reafectação de efectivos levada a cabo dentro do departamento de Ginecologia e de Obstetrícia».

«Não se verifica nenhuma redução de efectivos, mas sim um reajustamento às funções que desempenham dentro das unidades, tendo sempre em atenção a qualidade e a segurança dos serviços que prestamos à população», frisou, acrescentando que «há a garantia de que esses serviços são prestados nas devidas condições».

«Os profissionais terão eventualmente as suas razões, mas o conselho de administração ponderou, analisou e dialogou com as próprias chefias de enfermagem», acrescentou.

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