A Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibiliza a partir de hoje um site com informação sobre o vírus do Ébola e que permite o esclarecimento de dúvidas, além de facultar material que pode ser impresso para ser exposto.

A apresentação do site foi realizada durante uma reunião do dispositivo de Coordenação da Plataforma de Resposta à Doença por Vírus Ébola, que hoje analisou as várias iniciativas em curso com vista à prevenção e resposta a eventuais casos em Portugal.

A informação disponibilizada neste site – que pode ser acedido por morada própria ( www.ebola.dgs.pt) ou no da DGS (www.dgs.pt) – engloba algumas dúvidas sobre a doença, como as formas de contágio, os tratamentos e a proteção.

Os cibernautas podem ainda aceder a dados sobre os riscos em viagem, qual o plano de resposta português, a situação em Portugal e os países afetados.

É disponibilizada ainda uma secção onde podem ser enviadas perguntas que serão respondidas por elementos da DGS, bem como material – folhetos e pósteres – para eventual impressão e exposição.

De acordo com os números oficiais, o vírus Ébola já terá afetado em todo o mundo mais de 10.000 pessoas, das quais 4.900 morreram.

Simulacros na sexta-feira e no sábado

Três simulacros de possíveis casos de Ébola vão sexta-feira e sábado pôr à prova a resposta portuguesa a esta infeção, a qual será avaliada «in loco» por peritos nacionais e internacionais, segundo foi hoje anunciado numa reunião de peritos.

Durante o encontro do Dispositivo de Coordenação da Plataforma de Resposta à Doença por Vírus Ébola, que decorreu na Direção Geral da Saúde (DGS), na presença do ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi revelado que dois dos três simulacros vão decorrer em Lisboa, na próxima sexta-feira.

O terceiro simulacro será no Porto e decorrerá no sábado.

Em Lisboa, o caso simulado será o de uma mulher com 28 anos, namorada de um guineense de Conacri que esteve há uma semana no funeral do pai, em Farenah.

A mulher queixa-se de febre (39,5 graus) há 24 horas, a qual não cede aos antipiréticos, e por isso decide ir a uma consulta num centro de saúde dos arredores, onde está inscrita.

No centro de saúde é acolhido o caso que é validado como suspeito através das linhas Saúde 24 e de apoio aos médicos, sendo a doente transferida, pelo INEM, para o hospital de referência, o Curry Cabral.

As análises às amostras entretanto recolhidas e analisadas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) irão dar positivo à infeção por vírus do Ébola.

No mesmo dia, um outro caso simulado irá pôr à prova os dispositivos de saúde, quando um homem de 36 anos, que regressou da Serra Leoa num voo via Paris, se queixar de febre e cefaleias.

O homem ligou para a Linha Saúde 24 e, através da linha de apoio ao médico, o seu caso foi validado como suspeito à infeção por Ébola.

Neste caso, o doente será transportado para o hospital de referência (São João, no Porto), e a análise realizada no INSA irá dar positivo à infeção.

O outro caso irá ser simulado no sábado e refere-se a uma figura pública que chega às 06:00 ao aeroporto de Lisboa, vinda da Libéria, e que se queixa de febre, cefaleias, dores abdominais e musculares.

A doente vai ligar para a Linha Saúde 24 e, depois, será transportada pelo INEM para o Hospital Curry Cabral.

As análises do INSA irão dar negativo à infeção do Ébola, tratando-se antes de um caso de Dengue.

No encontro de hoje, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, sublinhou a importância destes simulacros, referindo que irão ser avaliados por peritos nacionais e ainda por representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controla da Doença (ECDC).