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“Ao nível da legitimação, mostra-se alarmante o facto de 27% dos inquiridos considerarem normal a violência psicológica e 13% considerarem normal a violência física. Isto é muito preocupante porque estamos a falar de uma idade que vai desde 11 até aos 18 anos”, afirmou Maria José Magalhães, presidente da UMAR.


“Mais de 40% dos rapazes inquiridos consideram que é legítimo pressionar para beijar e 31% considera natural pressionar para ter relações sexuais”, sublinhou Maria José Magalhães.


“Também os rapazes estão em maior número a considerar como naturais a violência física, assim como as ameaças, a humilhação e a proibição de vestir peças de roupa. Mas, neste último aspeto, as raparigas também estão representadas, 30% considerou normal controlar a forma de vestir dos outros”, acrescentou.




“Noções de respeito pela privacidade, de respeito no aspeto físico, psicológico e social da outra pessoa são coisas que não estão a ser ensinadas aos jovens. E esta cultura de que o amor é cego, de que o amor significa posse, de que a paixão é irracional e de que as pessoas podem fazer o que quiserem com o outro é, para nós, a cultura de base do femicídio, da violência doméstica, da falta de respeito pelos direitos humanos em geral”, sublinhou.