
As autoridades identificaram os autores de um onda de violência no Algarve. Uma mulher, prostituta, já foi detida, e há pelo menos dois homens ainda a monte. Uma das vítimas foi amarrada a uma árvore, em Castro Marim, e quase morreu queimada.
A história começa quando uma prostituta, que diz ser maltratada por clientes, decide... vingar-se. Com o namorado e um amigo, traçam um plano. A primeira vítima: um jovem, com quem a mulher se encontra, a 30 de Julho, no Carvoeiro. Acabou espancado, os tendões de Aquiles foram-lhe cortados e várias zonas do corpo perfuradas com uma chave de fendas e aind lhe roubaram o carro.
Na madrugada do dia 1, um novo alvo: um homem, de 60 anos, sozinho, nesta casa, em Odelouca, onde a prostituta já teria estado. Foi agredido e amarrado. Escapou por uma janela quando já lavrava o fogo, ateado pelo grupo, antes da fuga, numa carrinha da vítima.
A prostituta viria a ser detida depois de identificada pelos dois agredidos. Ao namorado e ao cúmplice, restava a fuga. A viatura de Odelouca foi abandonada em Albufeira. Era preciso arranjar outra. Às 11 da manhã do dia 3, a má sorte calhou a uma vendedora de fruta.
«Pegou no x-acto no pescoço, fez-me este corto e ameaçou que me ia matar», contou à TVI, Paula Grilo,uma das vítima
A carrinha foi largada junto ao Hospital de Faro onde, ao final da tarde, foi sequestrada uma técnica de análises clínicas.
Foi encontrada a cerca de 40 quilómetros de distância, em Castro Marim. Amarrada a uma árvore, apedrejada, fingiu-se de morta. O mato foi incendiado, mas a GNR viu as chamas e salvou-a a tempo.
O homem que as autoridades agora tanto procuram é o namorado da prostituta, suspeito de liderar o grupo. Referenciado por tráfico de droga e furto, considerado perigoso e instável.
Levantamentos feitos com cartões multibanco de algumas das vítimas já permitiram reconstituir parte do percurso. Dada a proximidade geográfica, adensa-se a suspeita de que pode ter fugido para Espanha.