O Tribunal da Relação de Lisboa manteve a condenação de cinco anos de prisão ao homem que feriu a mulher com golpes de catana no pescoço e nas mãos depois de a ter atropelar, em Lisboa, em 2012.

Segundo o site da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) na Internet, a Relação de Lisboa «confirmou o acórdão da 1.ª Vara Criminal de Lisboa», que condenou o homem a cinco anos e 10 meses de prisão efetiva, pela prática de um crime de violência doméstica e de dois crimes de detenção de arma: uma catana e uma faca.

O agressor foi também condenado na pena acessória de proibição de contactos com a ofendida durante cinco anos, sendo fiscalizado por meios técnicos de controlo à distância e ao pagamento de dez mil euros à vítima.

Além desse valor, o homem terá ainda de pagar 3.900 euros ao Centro Hospitalar de Lisboa Central, onde a mulher foi socorrida.

A agressão aconteceu numa madrugada de agosto de 2012, quando o agressor viu a mulher na paragem de autocarro junto à residência do casal.

De carro, o homem «conduziu na direção da ofendida e bateu-lhe projetando-a violentamente para o solo, após o que saiu da viatura e, com uma catana, procurou forçá-la a entrar na mesma viatura», lê-se na nota hoje publicada no site da PGDL.

A ofendida ainda tentou resistir, mas acabou por ser agredida «com vários golpes no pescoço e nas mãos» e arrastada para dentro do carro, onde foi ameaçada de morte.

A mulher acabaria por ser abandonada na Avenida D. Carlos I, em Lisboa, graças à presença de pessoas que iam a passar na zona e ouviram os seus gritos de socorro.

«A ofendida sofreu lesões graves e permanentes em consequência destas agressões», refere a PDGR, recordando que a acusação foi deduzida em fevereiro de 2013 no DIAP de Lisboa e sustentada pelo Ministério Público na 1.ª Vara Criminal de Lisboa onde decorreu o julgamento.

A decisão então tomada foi agora confirmada no Tribunal Superior.