O Tribunal da Relação do Porto negou provimento ao recurso interposto por um arguido condenado, em fevereiro, a 24 anos de prisão pela prática de sete crimes de violação, confirmando na íntegra o acórdão da primeira instância.

De acordo com a informação publicada hoje na página da Internet da Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto, o Tribunal da Relação confirmou na íntegra o acórdão datado de 02 de fevereiro deste ano, do Tribunal da Instância Central Criminal do Porto (Vila do Conde, 2.ª secção criminal), que o condenara na pena única de 24 anos de prisão, pela prática de sete crimes de violação, um dos quais na forma tentada, um de roubo e um de violação de domicílio.

A PGD do Porto esclarece que os factos em causa se reportavam a crimes praticados em diferentes datas nos anos de 2011, 2012 e 2013, em Vila Nova de Famalicão, na ciclovia que liga Vila Nova de Famalicão à Póvoa de Varzim, em S. Miguel o Anjo, Maia, e em Fão, Esposende.

Em diferentes datas e em diferentes locais, “o arguido abordou mulheres, forçando-as a manter consigo trato sexual em seis das situações e não conseguindo concretizar este seu intento numa outra, porém por razões alheias à sua vontade”, refere a nota da PGD do Porto que a Lusa cita. 

“Resultou provado que o arguido cuja condenação foi agora confirmada atuou relativamente a vítimas cujas rotinas conhecia, aproveitando situações em que sabia que estas se encontravam sozinhas, atuando, em cinco casos, de madrugada ou às primeiras horas da manhã”, acrescenta.

De acordo com a informação disponibilizada, “uma das mulheres tinha 82 anos e foi vítima do arguido em sua casa, onde vivia sozinha; outra foi vítima do arguido em duas datas distintas, ambas sucedidas às primeiras horas da manhã, quando a vítima iniciava ou dava curso ao giro diário exigido pela sua profissão”.