O bombeiro de Vila Pouca de Aguiar suspeito de atear um incêndio vai ficar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

O homem de 34 anos, empresário da construção civil e bombeiro voluntário, foi detido pela PJ por estar «fortemente indiciado pela prática do crime de incêndio florestal».

De acordo com esta força policial, o indivíduo é suspeito de ter ateado um fogo que ocorreu às 22:49 do dia 17 de agosto e consumiu uma pequena área de mato e pinheiro bravo na freguesia de Capeludos, concelho de Vila Pouca de Aguiar.

O homem foi ouvido, esta sexta-feira, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar que aplicou como medida de coação a obrigação de permanência na residência com vigilância eletrónica.

Até à colocação da pulseira eletrónica, o bombeiro ficará detido no estabelecimento prisional de Vila Real.

Depois da notícia da detenção, o indivíduo foi de imediato suspenso pela corporação de Vila Pouca de Aguiar.

O comandante Manuel Borges Machado referiu ainda que a corporação vai proceder à abertura de um inquérito interno, cuja conclusão está dependente do processo judicial.

A notícia da detenção apanhou os bombeiros de surpresa, já que, segundo o comandante, o suspeito é «uma pessoa extremamente dedicada», um «bom voluntário» e teve «uma avaliação psicológica muito positiva».

De acordo com Manuel Borges Machado, neste período de verão o bombeiro tinha informado a corporação de que não estava disponível para o combate aos incêndios devido a um acréscimo de trabalho.