O número de mortes confirmadas por infeção com legionella subiu para oito e o número de pessoas infetadas aumentou para 317, com mais num novo caso desde sexta-feira, segundo um balanço da Direção Geral da Saúde (DGS).

Segundo este organismo, o novo caso de infeção foi o único reportado desde sexta-feira, dia 14 de novembro, com ligação ao surto de Vila Franca de Xira.

«Em termos acumulados, verificaram-se, até agora, 317 casos, dos quais 308 foram internados na Região de Lisboa e Vale do Tejo, três na Região Norte, cinco na Região Centro e um na Região do Algarve», refere a DGS em comunicado.

Dos doentes internados na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 44 já tiveram alta clínica, tal como um dos doentes que estava internado num hospital da zona Norte e outro na zona do Algarve.

O balanço de vítimas mortais por doença do legionário sobe para oito, confirmando-se um que estava em investigação, em doentes com idades compreendidas entre os 52 e os 89 anos (seis homens e duas mulheres).

A taxa de letalidade, estimada até ao momento, é de 2,5%.

Na segunda-feira à tarde, será emitido um comunicado conjunto da DGS, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a fim de detalhar a evolução do surto.

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Os primeiros casos diagnosticados do surto de 'legionella' surgiram na região de Vila Franca de Xira, no passado dia 07.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.