O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) anunciou hoje que vai realizar, na terça-feira, uma vigília junto à residência do primeiro-ministro e um período de greve de três dias às diligências no exterior.

Segundo o SNCGP, trata-se da quarta vigília e do sexto período de greve que os guardas prisionais realizam desde março no âmbito dos protestos que estão a realizar para exigir a aplicação do estatuto profissional aprovado há mais de um ano, mas que ainda não foi aplicado.

O presidente do sindicato, Jorge Alves disse à agência Lusa que os guardas prisionais exigem a regulamentação do horário de trabalho, progressões nas carreiras, aprovação dos novos níveis remuneratórios e pagamento do subsídio de turno para quem faz noites.

Jorge Alves adiantou que, a 07 de maio, os elementos do sindicato mantiveram uma reunião com o secretário de Estado da Justiça, mas “até agora não houve resposta aos problemas”.

“Já passou mais de um mês e não obtivemos qualquer resposta por isso é que decidimos avançar com estas formas de luta, como a vigília e um período de greve às diligências”, sustentou.


De acordo com o sindicato, a greve vai realizar-se entre quarta-feira e sexta-feira e vai afetar as saídas ao exterior.

“Não queremos prejudicar os reclusos por isso não decretamos uma greve total, a paralisação de três dias apenas diz respeito às saídas ao exterior”, acrescentou.


Em declarações à agência Lusa, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, afirmou que as greves dos guardas prisionais “são sistemáticas” e não encontra razões para estas paralisações.

“Não entendemos que haja razão, nem que haja algo de substantivo nelas, porque objetivamente tem-se reforçado os meios do sistema prisional”, disse, adiantando que o Ministério da Justiça tem “feito tudo, desde aprovar o estatuto da guarda prisional até conseguir que se aprovasse o procedimento de ingresso de 400 guardas prisionais, o que neste momento não é fácil”.