De acordo com Rui Marroni, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, em causa está «o agravamento das condições de prestação de saúde aos utentes» nas unidades que integram o CHO - Hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras - e «a falta de recursos, quer ao nível de enfermagem quer de médicos em alguns serviços».



Os enfermeiros acusam a administração hospitalar de agudizar a situação por «não ter cumprido o compromisso de abertura de mais dez camas no Hospital de Peniche», para onde deveriam ser transferidos os utentes das urgências que não tivessem lugar no serviço de internamento.

O CHO «tem desenvolvido ações para garantir a contratação de médicos para o quadro de pessoal», no entanto, das 75 vagas abertas desde 2013, «apenas 16 foram ocupadas», não tendo havido candidaturas para as restantes, informou o conselho de Administração em resposta às acusações do sindicato.

Garantiu ainda que as dez camas para internamento de doentes urgentes «estão colocadas e prontas a funcionar», mas que não houve ainda «necessidade de usar esta solução de recurso, porque o número de doentes a isso não obrigou».