O Governo pretende dar "um novo impulso" à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), com a disponibilização de mais camas e respostas e a criação de novas valências nas áreas da saúde mental e da pediatria.

O alargamento da rede "tem uma dimensão física, com mais camas e respostas", e uma "dimensão de profundidade", com "novas áreas" relacionadas com "saúde mental e com os cuidados pediátricos", afirmou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

O governante falava na sessão de abertura do Encontro Nacional da RNCCI, que se realiza, até terça-feira, na Universidade de Évora, para comemorar o 10.º aniversário da rede, com conferências, mesas redondas e workshops na agenda.

Este encontro pode ser um momento de apoio para uma reflexão necessária para este novo impulso que queremos dar à RNCCI", afirmou Vieira da Silva, realçando que o Governo pretende conferir à rede "maior e melhor cobertura".

Segundo o ministro, o reforço anunciado pelo Governo já está previsto "em parte no orçamento da Segurança Social" deste ano, com um crescimento de "15 por cento" das verbas, "o maior de todas as áreas da Segurança Social".

Vieira da Silva considerou que a rede de cuidados continuados "é provavelmente a resposta social que mais rapidamente e mais profundamente se consolidou" em Portugal, desde a revolução do 25 de Abril de 1974.

Ela não foi questionada desde o seu nascimento, porque não só melhora a resposta às necessidades dos cidadãos, como também é uma resposta de eficiência na utilização dos recursos públicos", disse.

Vieira da Silva admitiu que existe ainda "uma tradição orçamental perversa", que é não se investir "em áreas inovadoras, como é a RNCCI, pretensamente, para poupar", mas advertiu que, assim, está-se a criar "mais despesas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e nas respostas de ação social".

A pressão sobre a rede hospitalar ou sobre a rede de respostas sociais para os idosos na área da ação social é diminuída se funcionar bem a rede de cuidados continuados", observou, assinalando que se trata de "uma resposta que, além de ter eficácia social, tem eficiência na utilização dos recursos".