Uma jovem de 22 anos acabou por morrer, quando estava a tentar ajudar uma criança de seis anos, em Perafita, Matosinhos, pelas 17:30 de domingo. A TVI24 confirmou que a mulher se cortou numa porta de vidro e perdeu demasiado sangue, acabando por falecer.

Fonte da GNR disse à TVI24 que foi chamada ao local via 112 "para situação de ferimento aparentemente grave numa senhora".

Populares e testemunhas relataram que duas crianças estavam envolvidas numa discussão, uma pequena zaragata. A senhora interveio para parar com a discussão e ter-se-á encostado a porta de vidro e ficou ferida junto à axila"

Terá perdido muito sangue, o que levou à more. O INEM, por sua vez, confirmou que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) recebeu, às 17h08, uma chamada de socorro para duas vítimas de agressão.

Pelas 17h15 o CODU recebeu do local informação que o ambiente seria hostil. Às 17h29, os Bombeiros Voluntários Leixões, no local, informaram o CODU que existia uma vitima de 22 anos em paragem cardiorrespiratória mas que o ambiente era hostil e sem condições de segurança para atuarem".

Nesse sentido, e devido ao "agravamento do estado de saúde de uma das vítimas", o CODU acionou, às 17h30, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Pedro Hispano, que chegou ao local às 17h39.

A criança que ficou ferida, sem gravidade, tinha "escoriações e hemorragia controlada". Foi transportada para o Hospital de São João.

No esclarecimento que enviou à TVI, o INEM explica que só pelas 18h40 foi possível à VMER do Hospital Pedro Hispano transmitir informação ao CODU sobre a ocorrência.

"Assim, a equipa médica informou tratar-se de uma vítima cadáver mas que, por falta de condições de segurança, foi necessário retirar a vítima do local e direcioná-la à Esquadra da GNR para verificação do óbito. O INEM considera que a sua atuação foi adequada: acionou os meios de emergência – duas Ambulâncias de Socorro - que se encontravam no momento disponíveis e mais próximos da ocorrência. Quando recebeu do local informação sobre a alteração nos sinais e sintomas de uma das vítimas, designadamente o facto de se encontrar em paragem cardiorrespiratória, o CODU acionou no imediato a VMER. Infelizmente, e por falta de condições de segurança no local, não foi possível às equipas de emergência médica pré-hospitalar – INEM e Bombeiros – prestarem a assistência médica pré-hospitalar necessária para prestar a melhor ajuda possível a esta vítima", finaliza.