Notícia atualizada às 12:48

A Polícia Judiciária (PJ) efetuou, na última madrugada, uma reconstituição dos acontecimentos trágicos na Praia do Meco, em que morreram seis estudantes da Universidade Lusófona. A informação foi confirmada à TVI por fonte policial.

Não foram, para já, avançados grandes pormenores sobre a diligência. A PJ procedeu à reconstituição com base em informações do sobrevivente, João Gouveia, avança a Lusa, citando fonte ligada ao processo.

Durante mais de duas horas, a PJ tentou perceber as circunstâncias em que morreram os seis jovens, dois rapazes e quatro raparigas, todos alunos da Universidade Lusófona de Lisboa.

Os desenvolvimentos na investigação acontecem numa altura em que as famílias dos jovens que morreram aguardam resposta ao pedido para serem assistentes no processo e «continuam a recolher diversos elementos» de prova para o Ministério Público, indicou o advogado, citado pela Lusa.

Vítor Parente Ribeiro referiu que «continua a aguardar» a notificação de que os pais dos seis jovens são assistentes no processo, admitindo que se a resposta não chegar até esta sexta-feira, tomará a iniciativa de se reunir com os familiares das vítimas, podendo o caso «evoluir para outro patamar», sem especificar qual.

A decisão de tornar as famílias assistentes no processo, explicou, compete ao juiz de instrução criminal de Almada, desconhecendo o advogado qual foi a posição do Ministério Público quando ao pedido em causa.

O pedido para serem assistentes no processo foi formulado no último dia 3 pelos familiares das vítimas junto do Tribunal de Almada, altura em que apelaram ao único sobrevivente da tragédia - João Miguel Gouveia - para que fale com eles sobre o que aconteceu.

Entretanto, o Dux já foi interrogado como testemunhano âmbito da investigação.João Gouveiafoi ouvido pela Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, a quem negou qualquer praxe e manteve a primeira versão dos acontecimentos

A Universidade Lusófona marcou para esta sexta-feira uma missa em memória dos seis jovens, mas alguns familiares já disseram que não vão comparecer. As famílias foram convidadas, na semana passada, a estar presentes na cerimónia religiosa que será celebrada na Igreja da Paróquia do Campo Grande. Enquanto isso, aguardam-se também novidades sobre o inquérito interno que a universidade abriuaos acontecimentos daquela noite.

As seis vítimas que morreram na praia do Meco (quatro raparigas e dois rapazes) faziam parte de um grupo de sete estudantes universitários que tinham alugado uma casa na zona, para passar o fim de semana. Uma onda arrastou-os na madrugada de 15 de Dezembro, mas um dos universitários conseguiu sobreviver e dar o alerta. Os corpos dos restantes foram encontrados nos dias que se seguiram.

Permanecem muitas questões por esclarecer sobe os acontecimentos, nomeadamente sobre quantas pessoas estariam na praia naquela noite. Há suspeitas de que pelo menos mais cinco pessoas teriam participado no fim de semanade convívio no Meco.