Um ex-presidente e dois ex-administradores da empresa municipal de Lisboa Gebalis foram esta quarta-feira condenados a penas suspensas, entre os três anos e os três anos e meio, por peculato, tendo o tribunal absolvido os arguidos de administração danosa.

Para o coletivo de juízes da 5ª Vara Criminal de Lisboa ficou provado que Francisco Ribeiro, ex-presidente da empresa de gestão dos bairros municipais de Lisboa, e Mário Peças e Clara Costa, ex-administradores, realizaram despesas com os cartões da crédito da Gebalis «em proveito próprio ou de terceiros».

De acordo com a Lusa, o tribunal considerou que os arguidos utilizaram indevidamente cerca de 70 mil euros da Gebalis em refeições, viagens e na compra de livros e prendas, «em benefício próprio e não na prossecução dos objetivos e dos interesses da empresa». As penas foram suspensas na sua execução, na condição de que os arguidos devolvam o valor gasto indevidamente.

Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa estavam acusados de, entre 2006 e 2007, terem gastado cerca de 200 mil euros com os cartões de crédito atribuídos pela empresa na aquisição de objetos de usufruto pessoal, como bens de luxo, DVD, CD e livros, refeições, prendas e viagens.