Eduardo Jorge, o cidadão tetraplégico que pretendia iniciar esta segunda-feira uma greve de fome frente ao Parlamento, suspendeu o protesto depois de receber garantias de que os deficientes poderão optar por um cuidador na sua casa.

«Vão criar uma lei que permita termos a opção de escolha entre irmos para um lar ou ficarmos nas nossas casas com um cuidador», afirmou, em declarações à Lusa, após reunião com o secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, responsáveis do Instituto Nacional para a Reabilitação e da comissão parlamentar que acompanha as questões de deficiência.

De acordo com Eduardo Jorge, os portadores de deficiência que representa são hoje maioritariamente instalados em lares de terceira idade, independentemente da idade que tenham e as despesas podem ascender aos 2.000 euros.

Com a modalidade que propõe, o Estado reduziria custos. «Queremos ficar nas nossas casas e não precisamos de 2.000 euros para pagar a um cuidador», garantiu.

Na sequência da iniciativa de hoje, ficou agendada uma reunião para janeiro entre as partes, destinada a avaliar os contributos entretanto recolhidos através de um endereço eletrónico criado para o efeito - vidaindependente@inr.pt.

Segundo este cidadão, a ideia é dar um período de 60 dias para recolher opiniões a incluir numa discussão destinada a criar uma nova lei, que consagre a opção de escolha.

«O mais importante é que reconheceram o nosso direito de escolha», declarou.