João Gouveia, o único sobrevivente do Meco, poderá nunca ter estado em hipotermia progressiva ou pré-afogamento, como o próprio chegou a dizer num comunicado enviado à comunicação social mais de um mês depois da tragédia, apurou a TVI.

O relatório do hospital Garcia de Horta, em Almada, onde foi observado após os acontecimentos trágicos, diagnosticou-lhe apenas uma cefaleia, ou seja, uma dor de cabeça.

João Gouveia terá sido, de resto, medicado com paracetamol, mais vulgarmente conhecido por Ben-u-ron.

Não foi sequer medicado com calmantes ou anti-depressivos.

E mesmo nos diagnósticos diferenciais, não foi mencionada nenhuma causa que estivesse na origem da dor de cabeça.

Em momento algum do relatório é confirmado o estado de hipotermia ou pré-afogamento.

Na madrugada de 15 de dezembro, seis universitários morreram na praia do Meco, tendo João Gouveia sido o único sobrevivente.

João Gouveia mantém-se em silêncio desde então.