Cerca de 40 sindicalistas ocuparam esta sexta-feira o Ministério da Justiça, em Lisboa, para exigir a marcação de uma reunião com a ministra, pedida «há mais de um ano», para resolver problemas dos trabalhadores, informou fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Rui Raposo, adjunto da direção da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores das Funções Públicas e Sociais, disse que os dirigentes sindicais não tencionam abandonar o interior do Ministério sem que a reunião, «pedida há mais de um ano e sistematicamente adiada», seja marcada.

Os sindicalistas exigem «a abertura de negociações» e queixam-se que o Ministério da Justiça tem, «direta ou indiretamente, através dos organismos que tutela, violado o direito à negociação coletiva».

Segundo Rui Raposo, há problemas dos trabalhadores do setor que «se arrastam» e que urge resolver, como os horários de trabalho, a formação profissional e as remunerações acessórias dos funcionários dos registos e notariados ou a falta de pessoal e condições de trabalho no Instituto de Medicina Legal de Lisboa e na Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça indicou à Lusa que os sindicalistas «invadiram o Espaço Justiça», local de atendimento ao público no Ministério, sem terem pedido audiência e sem terem pedido autorização para se manifestarem.

A mesma fonte disse que a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, não vai receber, hoje, quem está «a violar a lei», sem esclarecer quando irá receber os dirigentes sindicais, acrescentando que a reunião por eles pedida foi, por duas vezes, desconvocada por impedimento dos próprios.

De acordo com a assessoria de imprensa, não obstante o protesto, não foi pedida a intervenção da polícia.