Atualizado às 19:20

Cerca de 150 dirigentes sindicais estão a ocupar a receção das instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC), exigindo ser recebidos pela tutela para discutir as carreiras e condições laborais dos funcionários não docentes das escolas.

Pelas 19:00 os ânimos exaltaram-se com a polícia a tentar retirar os sindicalistas do local e com alguns a resistirem com determinação. Existiram vários empurrões entre a polícia e os sindicalistas.

Lurdes Ribeiro, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, disse à Lusa que os dirigentes que ocuparam as instalações do MEC, na avenida 05 de Outubro, em Lisboa, pretendem ser recebidos ou que seja marcada uma reunião com «alguém com capacidade de decisão política».

Em causa estão exigências para abertura de concursos para contratação de mais pessoal não docente, o fim da precariedade, e a portaria que estabeleceu rácios para a afetação de auxiliares de educação às escolas, com a qual o sindicato não concorda.

«Deveria ter acontecido uma reunião para discutir estes temas em abril de 2013, mas isso não se verificou. Nunca mais fomos recebidos. Queremos reunir com o secretário de Estado ou alguém com capacidade de decisão política, não com secretários ou diretores-gerais», disse à Lusa a dirigente sindical.

Dirigentes da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais já foram recebidos pelo secretário-geral do MEC, que lhes terá dito - contaram depois à Lusa -, que o secretário de Estado os poderia receber na próxima semana.

No entanto, o coordenador para a área da Educação da Federação, Artur Sequeira, disse aos jornalistas que os manifestantes não ficaram satisfeitos com a proposta do secretário-geral e que, por isso, ficam no Ministério até serem recebidos ou então até que seja marcada uma data concreta.

Cinco polícias estão junto à porta do Ministério da Educação impedindo a entrada de manifestantes e jornalistas e a saída dos dirigentes sindicais que se encontram na receção.

Segundo a PSP dentro do MEC estão cerca de 70 manifestantes.

À porta do edifício, cerca de 50 manifestantes com bandeiras do sindicato e um cartaz com a frase «exigimos diálogo, queremos soluções», gritam «daqui não saio, daqui ninguém me tira».

A agência Lusa contactou o MEC e aguarda a sua reação.