Os crimes de burla foram abordados pela primeira vez num relatório da GNR que analisou 2600 casos ocorridos em 2012. Só na área de intervenção desta força militar, foi contabilizada uma média diária de sete situações de esquemas fraudulentos.

Contos do vigário; esquemas de compra e venda; aluguer de casas de férias fictícias e inúmeros estratagemas lançados através da internet.

Os esquemas são amplamente falados nos órgãos de comunicação social, mas continuam a fazer vítimas. Durante o ano de 2012, na área territorial da GNR, foram registados 2600 casos, o que dá uma média de 7 situações por cada dia. O seu valor ultrapassou os oito milhões e oitocentos mil euros.

Ao contrário do que seria de esperar, o grupo etário mais atingido pelos burlões situa-se nos indivíduos com idades entre os 31 e os 40 anos. Seguido pelo grupo dos indivíduos até aos 50 anos. O terceiro grupo mais vulnerável a esquemas de burla, é o grupo etário entre os 76 e os 85 anos.

O perfil dos burlões foi também traçado no primeiro relatório que a GNR elaborou sobre o assunto. Apresentam-se bem vestidos e bem-falantes.

Conseguem desenvolver uma relação de empatia com as vítimas. Muitas vezes, fazem passar-se por funcionários de instituições, empresas ou por agentes da autoridade.