Última atualização às 13:35

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP)anunciou esta segunda-feira que mandou instaurar um processo de inquérito para averiguar as causas da fuga de três reclusos do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.

Numa nota enviada à agência Lusa, a DGRSP confirma a fuga dos três reclusos ao final da tarde de domingo da prisão de Castelo Branco, adiantando que «a ocorrência foi de imediato comunicada à PSP, à GNR e à Polícia Judiciária».

A nota informa ainda que mandou instaurar um processo de inquérito, a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção, que é coordenado por um magistrado do Ministério Público.

«O Estabelecimento Prisional de Castelo Branco preenche todas as condições de segurança, mormente no que respeita a acessos a portarias e ao número de efetivos do corpo da guarda prisional, estando a ser averiguadas as causas fortuitas que permitiram esta evasão», assegura a DGRSP.

Adianta ainda que durante a evasão registaram-se ferimentos em dois elementos do corpo da guarda prisional que receberam tratamento hospitalar e tiveram alta poucas horas depois.

Os reclusos evadidos têm 27, 49 e 55 anos, são autores de crimes de furto, de roubo, de falsidade de declarações, de extorsão e de condução de veículo sem habilitação legal, estando condenados a penas de cinco, oito e nove anos de prisão.

Os serviços prisionais sublinham que «continuam a envidar-se todos os esforços para a recaptura dos evadidos».

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) considera que a fuga de três presidiários da cadeia de Castelo Branco, no domingo, foi consequência de «nítida negligência».

Este ano foram registadas cinco evasões, envolvendo sete evadidos, estando por recapturar unicamente os três reclusos que se evadiram prisão de Castelo Branco, indicam dados avançados à Lusa pela Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais.