2013 foi mais um ano difícil para a floresta portuguesa e inesquecível para os bombeiros nacionais.

Os números registados até 15 de setembro apontam para cerca de 17 mil incêndios e fogachos e uma área ardida superior a 121 mil hectares.

O maior incêndio aconteceu, em julho, em Picões, no concelho de Alfândega da Fé, em Bragança: arderam 15 mil hectares de uma só vez.

O mais cruel, em agosto, no Caramulo, com quatro jovens bombeiros mortos num fogo criminoso. «Cruel Agosto» é uma grande reportagem sobre a anatomia desse fogo criminoso.

São três os inquéritos a decorrer, mas o mais provável é que as responsabilidades apuradas omitam o descalabro da nossa floresta, a peculiar organização que existe para combate aos fogos, a fiscalização e a penalização insuficientes e, sobretudo, a ausência de uma prevenção eficaz.

Portugal é um país que prefere continuar a apostar no combate aos fogos e a chorar os mortos pelo fogo.

«Cruel Agosto», uma grande reportagem do jornalista Rui Araújo, com imagem de Tiago Ferreira, montagem de Sofia Rebola e grafismo de Ricardo Rodrigues, vai ser transmitida esta segunda feira, no «Jornal das 8».