O relatório pedido pelo ministério da Administração Interna sobre os incêndios que causaram a morte a nove pessoas no verão sublinha que há «várias lacunas na formação dos bombeiros».

Bombeiros defendem alterações no modelo de formação

O documento, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, aponta a «falta de conhecimentos básicos sobre o comportamento do fogo» e a «anarquia» no uso do contrafogo.

«Deve melhorar-se a formação dos bombeiros, nomeadamente das suas chefias, sobre o comportamento do fogo em encostas e desfiladeiros, para saberem avaliar o comportamento actual e possível do fogo», lê-se no documento, a que o «Público» teve acesso.

O relatório acusa os bombeiros de assumirem «comportamentos de risco desnecessários» com equipamentos de proteção individual com falhas. Um bom equipamento «teria feito muita diferença para a segurança ou mesmo sobrevivência de alguns bombeiros», nota-se.

O documento aponta responsabilidades às chefias e aos bombeiros que violaram ordens destas ou não deram conhecimento da sua atuação.

O ministro da Administração Interna garantiu ontem, em Vila Verde, que parte do relatório deve ser conhecido esta segunda-feira.