[última atualização 13:31]

A circulação na linha ferroviária do Douro está interrompida, na zona do Marco de Canaveses, devido ao descarrilamento de uma carruagem de manutenção que provocou ferimentos em quatro funcionários da Refer, um dos quais em estado grave.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto disse à Lusa que o acidente ocorreu cerca das 05:45, por motivos ainda não esclarecidos.

O descarrilamento aconteceu no Juncal, freguesia de Soalhães, Marco de Canaveses, numa zona de linha única.

Contactada pela Lusa, a porta-voz da Refer, Susana Abrantes, disse que o acidente terá sido provocado por um deslizamento de terras.

Em relação aos feridos, Susana Abrantes disse que os funcionários sofreram ferimentos ligeiros, mas um terá sofrido «uma fratura nos membros superiores».

O comandante dos bombeiros do Marco de Canaveses disse à Lusa que as vítimas do descarrilamento já se encontravam «no exterior» da composição quando chegaram os meios de socorro.

«Mas uma foi projetada para fora da composição», contou Sérgio Silva.

«Quando chegámos aqui deparámos com uma situação de desabamento de terras, que arrastou duas ou três árvores, impedindo a passagem na via férrea», esclareceu.

Os feridos, três ligeiros e um grave, foram transportados para o Hospital do Vale do Sousa, em Penafiel.

Dois deles já tiveram alta e «os outros dois mantêm-se em observação, mas não inspiram grandes cuidados», disse à Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

CP transborda passageiros

A circulação ferroviária na linha do Douro, na zona do Marco de Canaveses, deverá manter-se interrompida por mais «algumas horas», estando a CP a proceder ao transbordo rodoviário de passageiros na zona onde hoje ocorreu um acidente.

A porta-voz da CP, Ana Portela, disse à Lusa que a circulação entre Porto e Régua e vice-versa está a decorrer, mas, na zona do acidente, ou seja entre o Marco de Canaveses e o Juncal, está a ser feiro o transbordo rodoviário de passageiros.

A Refer admite que a circulação se mantenha interrompida naquela zona por mais algumas horas.

«É preciso proceder ao carrilamento da máquina acidentada. O comboio de socorro foi acionado de imediato, mas é preciso tempo para chegar ao local. Depois, há ainda que repor a máquina na linha, o que demorará algumas horas», sustentou Susana Abrantes.