Os acordes de «Acordai» e «Grândola Vila Morena» ecoaram, esta quinta-feira, frente ao Ministério da Educação, onde cerca de uma centena de professores do ensino artístico estão a protestar contra a política do Governo para este setor.

Os professores dos conservatórios públicos e das escolas com ensino artístico, alguns com 15 ou mais anos de serviço, reclamam a integração nos quadros.

«Estamos fartos de maus Cratos», «Ensino artístico especializado 60% de integração», «Se houvesse leis estaria há nove anos no quadro», são frases que podem ler-se nos cartazes empunhados pelos manifestantes, muitos deles usando uma máscara com a cara do ministro da Educação com nariz de Pinóquio.

Da tribuna aberta colocada no centro da Avenida 5 de Outubro, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, considerou inaceitável que o ministério «tenha anos e anos a fio estes professores em absoluta precariedade».

Renovando a crítica ao Governo de querer destruir a escola pública e de ter criticado fortemente a prova de ingresso para professores, Mário Nogueira apelou: «Vamos dar música a estes governantes porque, mais do que isso, merecem pouco».