A operação policial realizada nos bairros Pinheiro Torres e Pasteleira Nova, no Porto, levou à detenção de 28 elementos de uma «rede estruturada» de tráfico de droga e à apreensão de dez viaturas e oito mil doses de estupefaciente.

O balanço da operação realizada no domingo, após seis meses de investigação, foi feito esta segunda-feira em conferência de imprensa pelo subintendente Rui Mendes, comandante da Divisão de Investigação Criminal da PSP, de acordo com quem os dois bairros sociais constituíam «um dos pontos principais de venda [de droga] na cidade».

As diligências policiais incluíram 28 buscas domiciliárias e quatro «não domiciliárias na Área Metropolitana do Porto», nomeadamente «junto dos aglomerados habitacionais», que resultaram na apreensão de cinco armas brancas, 31 telemóveis, 18.940 euros em dinheiro e «todo um conjunto de matéria importante para a própria investigação», revelou Rui Mendes.

Os detidos, que vão ser hoje presentes «a um primeiro interrogatório judicial», são 16 homens e 12 mulheres «bastante jovens», acrescentou o responsável, especificando apenas que «alguns deles não completaram ainda os 30 anos».

O subintendente destacou que, «pela complexidade e dimensão», esta «rede estruturada» de tráfico de droga «estava a causar algum alarme social», pelo que, acredita, as detenções vão «poder devolver alguma tranquilidade» aos dois bairros sociais situados na zona ocidental da cidade.

Admitindo que a «investigação não está concluída», Rui Mendes observou que a operação de domingo «visou todos os níveis» da rede, «desde os indivíduos principais, que têm uma função de controlo, até aos indivíduos que vendem ao consumidor».

Entre a droga apreendida estava «heroína, cocaína e haxixe, suficientes para cerca de 7.703 doses individuais», refere o comunicado de imprensa da PSP divulgado à comunicação social.

Os dez automóveis apreendidos eram de «gama alta» e entre as armas «ilegais» estavam um canivete, uma faca, três bastões e três dispositivos de gás paralisante.

A operação, coordenada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, foi realizada por 250 elementos da PSP, da «Investigação Criminal e da Unidade especial de Polícia, quer ao nível do grupo de operações especiais quer ao nível do corpo de intervenção», afirmou Rui Mendes.