Para a Fenprof, a declaração de Nuno Crato é infeliz ao nível das que costuma fazer. Na segunda-feira, o ministro da Educação disse que os portugueses precisavam de «trabalhar um ano sem comer» para pagar a dívida, que chegou a níveis incomportáveis.

Para Mário Nogueira, se os portugueses deixarem de comer durante um ano, aos responsáveis políticos diz que se deve colocar uma «grilheta na perna e uma picareta na mão».

Para o secretário-geral da Fenprof, os comentários do ministro Nuno Crato são «infelizes».

Numa sessão de esclarecimento sobre o próximo Orçamento, Nuno Crato argumentou que o corte nas despesas do Estado não é suficiente para «pôr as contas [da Nação] em ordem» e que se impõem ainda alguns «sacrifícios que vão transformar Portugal num país competitivo».

«Teríamos de trabalhar mais de um ano sem comer, sem utilizar transportes, sem gastar absolutamente nada só para pagar a dívida», garantiu o ministro, sublinhando que não há forma de pôr a economia a crescer «sem se sair primeiro deste beco».