A Polícia Judiciária (PJ) não tem verba para a compra de munições inscrita no Orçamento do Estado para 2014 (OE). Na realidade, o OE prevê um corte de 100 por cento para a aquisição de munições, assim como uma redução da verba para combustíveis superior a 76 por cento ou de material de escritório acima dos 82 por cento, avança o «Jornal de Notícias».

Os cortes podem por em causa o funcionamento da Judiciária, alerta a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC). «Ninguém percebe o que se está a passar. Há cortes em todas as áreas. Receamos pelo futuro da própria instituição», revela Carlos Garcia, da ASFIC.

Cada inspetor da PJ faz uma média de 300 tiros por ano, entre os treinos e as operações no terreno. Mas há áreas de investigação onde os gastos são maiores neste setor. Nos casos da investigação a roubo, homicídios e combate ao tráfico de droga, a instrução é maior e os inspetores fazem mais disparos.

Além disso, no ano em que o orçamento prevê um gasto zero em munições, está prevista a entrada de 73 novos inspetores, que necessitam de instrução de tiro e vão, naturalmente, gastar munições para tal.