A Polícia Judiciária está a efetuar buscas em vários colégios do Grupo GPS. Ao todo, o grupo detém 26 colégios, 14 dos quais são financiados pelo Estado português, ao abrigo do ensino particular e cooperativo. A investigação decorre há cerca de um ano e teve início depois de uma reportagem emitida pela TVI.

Em causa estarão crimes de corrupção, branqueamento e enriquecimento ilícito.

António Calvete, ex-deputado socialista, é o presidente do grupo, e chamou ao mesmo ex-secretários de estados e ex-diretores regionais de educação.

A TVI sabe que a sede do Grupo GPS, no Louriçal, está a ser «passada a pente fino» pelos investigadores da PJ, bem como outros colégios em Mafra e Caldas da Rainha.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) precisou, entretanto, que as diligências de busca decorrem em sociedades, estabelecimentos de ensino e domicílios, todas em referência com grupo privado que beneficia de contratos de associação com o Ministério da Educação. O Governo enviou o relatório do inquérito da Inspeção Geral de Educação e Ciência (IGEC) sobre os colégios do Grupo GPS para o Ministério Público.

Segundo a PGDL, as diligências, num total de 24, estendem-se, geograficamente, por vários concelhos do país e envolve a participação de magistrados, inspetores e peritos financeiros e informáticos.

A investigação é dirigida pela 9/a Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, em colaboração com a da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Em comunicado, o grupo GPS - educação e formação, que está a ser objeto de buscas da Polícia Judiciária, garantiu que «prestou e continuará a prestar total colaboração às entidades competentes», alegando «segredo de justiça» para não dar informação adicional.