A Polícia Judiciária e a GNR juntaram-se nesta quinta-feira em Vila Real para falarem da operação que levou à detenção de Manuel Baltasar, suspeito de um duplo homicídio, defendendo que o objetivo era a sua captura «com vida».

Imagens que mostram «Palito» detido pela PJ

Manuel Baltasar, aposentado de 61 anos, foi detido na quarta-feira à porta de sua casa em Valongo dos Azeites, São João da Pesqueira, pela suspeita de quatro homicídios, dois consumados e dois na forma tentada, crimes que ocorreram a 17 de abril. Ao que a TVI apurou, terá sido interceptado quando a polícia se deslocou à sua habitação para recolher gravações de dispositivos eletrónicos de vigilância que tinham sido montados no local.

O suspeito será presente nesta quinta-feira a tribunal para ficar a conhecer as medidas de coação que lhe serão aplicadas.

Esta manhã, os responsáveis pela Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real e do Comando Territorial da GNR de Viseu chamaram os jornalistas para uma declaração, sem direito a perguntas, alegando que a investigação ainda está a decorrer e está sujeita ao segredo de justiça.

O inspetor-chefe da Judiciária de Vila Real, António Torgano, recusou-se a dar pormenores sobre a detenção do suspeito e limitou-se a explicar, pela primeira vez em mais de um mês, a operação conjunta que foi desencadeada com vista à captura do foragido.

«Foi desenvolvida então uma operação policial após a ocorrência dos crimes que teve dois objetivos: garantir a segurança da comunidade e proceder à localização e detenção do suspeito com vida. Refiro, com vida, no sentido de o apresentar à justiça», salientou o responsável.

O inspetor afirmou ainda que «esses objetivos foram materializados num vasto conjunto de diligências executadas pela PJ e GNR, cada uma das polícias no quadro específico das suas competências legais, resultando uma excelente cooperação e coordenação entre as duas entidades».

Pelo lado da GNR, o tenente-coronel Eduardo Seixas salientou que a participação da Guarda nesta operação visou atingir três objetivos. «Primeiro, da colaboração institucional que sempre existe e se verificou mais uma vez com a PJ, a quem competia a direção das ações de investigação. Colaboração e coordenação que foi permanente no terreno sobre as ações que havia para desenvolver», referiu.

O comandante diz ainda que a GNR deslocou «para o terreno um dispositivo policial considerado necessário para garantir a segurança das populações e aumentar o seu sentimento de segurança», considerando que «estes dois objetivos foram plenamente atingidos».

Por fim, Eduardo Seixas referiu que a colocação dos militares na zona pretendeu «limitar aquilo que era a manobra do suspeito e as movimentações que foram sendo assinaladas no terreno».

O homem, conhecido como «Palito», é suspeito da morte de uma tia e da mãe da sua ex-mulher, e de, no mesmo ataque, ter disparado também contra a sua ex-companheira e a sua filha.

Manuel Baltasar estava com pulseira eletrónica e proibido de contactar a ex-mulher, no âmbito de um processo de violência doméstica.