A PSP identificou sete riscos da realização do protesto da CGTP na ponte 25 de Abril, agendado para o dia 19 de outubro, segundo o relatório a que a TVI teve acesso.

A polícia admite que há riscos que não pode controlar e alerta que não se pode responsabilizar caso algo corra mal.

O percurso da manifestação abrange cinco quilómetros, desde a praça das portagens da ponte 25 de Abril até à avenida de Ceuta, em Lisboa. Um trajeto que a PSP considera de alto risco.

O local mais crítico é o tabuleiro da ponte, com 2,3 quilómetros de comprimento, a uma altura máxima de 70 metros acima do nível do rio Tejo.

Um dos riscos é um número de participantes difícil de prever, ao contrário por exemplo de uma maratona, onde há limites de inscrições.

A PSP alerta ainda para o perigo de lançamento de petardos ou engenhos pirotécnicos, o que pode levar ao pânico em cima do tabuleiro.

Diz a polícia que não se pode afastar a presença de grupos infiltrados que podem causar o caos.

E há também o risco dos manifestantes caírem da ponte. Um perigo maior atendendo ao facto de ser um protesto, onde geralmente os ânimos estão mais exaltados.

A PSP avisa para as dificuldades das operações de socorro e evacuação, num tabuleiro instável, sem pontos de fuga e enquanto decorre uma marcha lenta.

O protesto obriga ainda ao corte de trânsito durante um elevado período de tempo, o que pode prejudicar o transporte para os hospitais.

Há ainda perigo de eletrocussão caso os manifestantes invadam a linha do comboio.

Ao contrário das provas desportivas, os manifestantes não têm seguro de responsabilidade civil.

Estes avisos foram transmitidos às Camaras de Lisboa e Almada.