O novo bispo do Porto, António Francisco dos Santos, saudou, esta sexta-feira, a sua futura diocese, manifestando-se «disponível e generoso» para servir uma «comunidade humana de dois milhões de habitantes». Em declarações aos jornalistas, o até agora bispo de Aveiro, não escondeu a surpresa pela sua nomeação para bispo do Porto.

«A decisão do Santo Padre foi uma comunicação inesperada e, na decisão que sempre me acompanha de responder sim ao chamamento da Igreja e à vontade de Deus, manifestei-me disponível para servir com alegria a diocese do Porto», disse o prelado, que falava na Casa Episcopal de Aveiro.

António Francisco dos Santos referiu ainda que parte ao encontro da diocese do Porto com «muita alegria, coragem e generosidade», levando consigo a «alegria do Evangelho e o desejo de estar próximo de todos, sobretudo daqueles que mais sofrem».

Numa intervenção feita de improviso, que durou cerca de três minutos, sem direito a respostas, o bispo não esqueceu a comunidade aveirense, que serviu durante os últimos sete anos.

«Sinto-me um bispo amado por este povo», disse António Francisco dos Santos, lembrando que foi bem acolhido em Aveiro, onde encontrou «colaboradores dedicados».

O prelado referiu ainda que continuará a ser administrador apostólico de Aveiro até iniciar o seu «múnus pastoral» no Porto, acrescentando que, depois, o Conselho de Consultores escolherá o administrador diocesano.

A data da tomada de posse de António Francisco dos Santos como bispo do Porto deverá ser comunicada brevemente, mas terá de ocorrer nos próximos três meses, de acordo com o Código do Direito Canónico.

António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro, foi hoje nomeado bispo do Porto pelo papa Francisco, sucedendo no cargo a Manuel Clemente, que, em 2013, assumiu funções como patriarca de Lisboa.

«A notícia foi publicada oficialmente hoje, dia 21 de fevereiro, às 11:00 (12:00 em Roma)», informa a Agência Ecclesia, numa nota de imprensa enviada à Lusa.

António Francisco dos Santos serviu a diocese de Aveiro durante mais de sete anos, acrescenta a agência.