Cristiano Ronaldo abriu as portas de casa em Madrid à jornalista da TVI, Judite de Sousa, para uma entrevista frontal e intimista, onde o jogador aceitou falar de alguns temas da vida pessoal. A mãe, o filho, Mourinho, Messi são apenas alguns dos assuntos abordados nesta entrevista exclusiva, que também marca o regresso da jornalista Judite Sousa aos ecrãs.

No dia em que juntou o título de melhor jogador a atuar na Europa, em 2013/14, à Bola de Ouro da FIFA, ao vencer a quarta edição do «UEFA Best Player in Europe Award», Cristiano Ronaldo diz que «não perde noites de sono» a pensar no futuro e no que vai fazer quando acabar a carreira. Aos 29 anos, o futebolista afirma que planeia jogar até aos 35, 36 anos.

Mais preocupado com os objetivos a curto prazo, Cristiano Ronaldo confessa que o que ambiciona para 2014, e em cada momento, é dar o melhor de si mesmo.

«Todas as épocas para mim são um desafio novo, diferente, em que estabeleço algumas metas pessoais e coletivas, e por isso este não vou fugir à regra. Vou basear-me naquilo que foi o ano passado, que é tentar dar o meu melhor, tentar que o Real Madrid possa alcançar os troféus mais importantes, que possa ser dos melhores marcadores em todas as competições, que a Seleção portuguesa possa ir o mais longe possível. E é basicamente isso: dar o meu melhor pelo Real Madrid e pela Seleção», afirma.

Defendendo que ganhar a Bola de Ouro da FIFA é «o auge para um futebolista a nível individual», Cristiano Ronaldo confessa que as lágrimas que verteu, ao receber o prémio foram «de coração»: «Eu não sou hipócrita, eu não consigo mentir, e obviamente que foi um momento de explosão dentro de mim, não só pelo prémio, mas também pelo que tinha vindo a fazer nos últimos anos e sempre a batalhar forte e arduamente para ser o melhor (...). Acho que mereci plenamente ter ganho aquele troféu».

Para Cristiano Ronaldo, «as estatísticas não mentem». O internacional português assegura que, para estar ao mais alto nível, um jogador tem que ser diferente dos outros. «Temos que ser melhores do que os outros, temos que ser mais profissionais do que os outros e isso está nas estatísticas. Eu não minto», sublinha.

Cristiano Ronaldo desmente qualquer medir de forças com Leonel Messi e diz que «a rivalidade é sempre formada pela imprensa». «Porque rivalidade com ele eu não tenho nenhuma... pelo menos, quando vamos às disputas dos prémios sempre tivémos uma relação muito normal, muito profissional entre ambos», garante.

Questionado sobre se Messi é «levado ao colo», Cristiano Ronaldo não concorda e diz apenas que «se calhar, por vezes, ele passa uma imagem melhor do que a minha ou as pessoas gostam mais da imagem dele do que da minha». Na comparação com o argentino, o jogador português defende que «aqui não há melhor nem pior. Cada um faz o seu trabalho».

Ainda assim, o autor de 62 golos em 57 jogos na época transata revela como se mantém motivado: «Eu tenho que pensar, na minha profissão, eu sou o melhor. Posso não ser, mas na minha cabeça, eu sou o melhor». «Eu acho que sou um jogador completo: jogo com os dois pés, faço golos com a cabeça, faço golo com o pé esquerdo, bato livres, bato penáltis. Acho que sou um jogador completo, mas isso não quer dizer que sou melhor do que os outros. Mas eu acho que não me falta nada», conclui.

Veja a 2ª parte da entrevista, esta sexta-feira, no «Jornal das 8» da TVI: Casamento? «Ainda não estou preparado para isso».