Os bombeiros receberam mal as declarações de Pedro Passos Coelho, que lamentou a morte de quatro operacionais mas garantiu que os meios no terreno são adequados para o combate aos incêndios.

As associações de bombeiros esperavam por parte do primeiro-ministro mudanças na organização do combate aos fogos e palavras de apoio pelos que morreram em serviço.

«Esperava que o primeiro-ministro apresentasse aos bombeiros e ao país uma posição de medidas estruturantes de organização do setor. Há alguns problemas no que diz respeito aos equipamentos individuais e há problemas de orografia, mas morreram quatro bombeiros e parece que não há problema nenhum», disse à TVI24 Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

Já Rui Silva, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, referiu que «dizer que este ano não é diferente dos restantes, que não houve falhas, quase que dizendo que a culpa do falecimento destes camaradas foi o facto de eles combaterem incêndios em Portugal» o deixa «muito preocupado». «Primeiro por aquilo que vai ser o futuro em termos de decisão política por parte do Governo e porque, quando isto acontece, em vez do contingente do dispositivo ter uma palavra de apoio do PM, acaba por ouvir frases de circunstância», resumiu.