O Ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse esta sexta-feira que a greve no Algarve apenas afetou as unidades públicas e quem não tem alternativa, referindo que «o sector privado e o sector social estiveram a funcionar sem qualquer impacto».

Adesão à greve de 90% nos hospitais

O que aconteceu no Algarve foram «as unidades públicas a serem objeto de uma greve, sendo que, são aqueles que não têm outras alternativas, que são prejudicados por estas greves, porque o sector privado e o sector social estiveram a funcionar sem qualquer impacto», alertou o ministro.

«O direito à greve é inquestionável, o direito à manifestação é inquestionável, portanto tudo isso é perfeitamente normal», reforçou Paulo Macedo, acrescentando que estão «concursos abertos para médicos na área hospitalar, em termos absolutos, num valor sem precedentes».

O ministro da Saúde disse ainda que o Governo irá «encurtar o processo de contratualização [de profissionais de saúde], em termos burocráticos» no próximo Orçamento do Estado, referindo que este ano já recrutaram mais de 400 enfermeiros.

«Há um consenso entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças, no sentido em que deve haver maior celeridade nestes processos, portanto vamos legislar nesse sentido», garantiu.

Em relação à falta de contratação de novos profissionais, motivo de greve hoje no Algarve, Paulo Macedo disse que o país passou por um período de restrições.

«Todos devem perceber que vimos das restrições daquilo que foi um programa de emergência, daquilo que foi uma situação absolutamente excecional, onde de facto as restrições e as autorizações [para contratar] foram muito contidas», explicou.

Ainda assim, o ministro referiu que «este ano já recrutaram mais de 400 enfermeiros, o ano passado mais de 500 enfermeiros» e que serão contratadas «mais algumas centenas de enfermeiros», justificando que são necessários.

«As necessidades em saúde são basicamente infinitas, por tanto reconhecemos a necessidade de termos mais enfermeiros, temos vindo a recrutá-los, temos vindo a colocá-los nas unidades de saúde», revelou.

O ministro da Saúde referiu ainda que em 2015 haverá novos concursos, que vai «dar emprego a todos os recém-licenciados em medicina, que se espera que sejam mais de 1700 médicos, que vêm para o Serviço Nacional de Saúde», declarou.