Notícia atualizada

A Fenprof calculou em seis mil o número de professores que não terão realizado a prova imposta pelo Ministério da Educação aos docentes com menos de cinco anos de serviço..

O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário anunciou esta quarta-feira que o Ministério da Educação vai marcar uma nova data para a realização da prova de avaliação dos professores.

João Grancho disse também que a realização da prova «decorreu normalmente na grande maioria das escolas», apesar dos incidentes registados em todo o país.

«O Ministério da Educação e Ciência lamenta os casos ocorridos e garante que aqueles que hoje não conseguiram realizar a prova terão direito a realizá-la noutra data, a divulgar em breve, salvaguardando assim a sua habilitação ao concurso de colocação de professores», afirmou o governante, numa breve declaração aos jornalistas ao início da tarde.

«Em algumas escolas, contudo, decorreram incidentes que puseram em causa a sua realização. Professores houve que fizeram greve, como é seu direito, mas houve também perturbações inaceitáveis. Em alguns casos, as perturbações incluíram pessoas não diretamente envolvidas na realização da prova que impediram o direito da não adesão à greve. Assim como o direito de realizar da prova», condenou.

«Esses comportamentos são inaceitáveis num regime democrático e particularmente numa prova pública de professores como esta», acrescentou o governante.

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Durante a manhã,à porta da Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, onde nenhum dos 120 professores realizou o exame, Mário Nogueira tinha defendido que o ministro da Educação, Nuno Crato, «não tem condições para continuar» no cargo.

O dirigente sindical considerou que a prova está «ferida de morte» e prometeu que os professores vão continuar a lutar contra um exame que encaram como «humilhante», mesmo que o Ministério da Educação marque outra data para os docentes que não fizeram hoje a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC).

«Há 21 ações a correr nos tribunais, a luta vai continuar se o Ministério insistir nesta prova», declarou.

Mário Nogueira prometeu ainda uma averiguação de todas as situações ocorridas hoje nas escolas, denunciando que houve intervenções policiais e ilegalidades no processo.

«Ao fim de meia hora de a prova ter começado já estava a circular na Internet», disse ainda. Veja aqui a prova.