O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa vai mesmo avançar já em setembro com um processo em tribunal contra o ministério da Educação por mau uso de dinheiros públicos e protecção ilegítima de interesses privados.

Em causa está o alegado favorecimento a dois colégios privados das Caldas da Rainha, financiados pelo Estado. Só no ano passado, podia ter-se poupado mais de um milhão de euros. O sindicato fala mesmo em negociações secretas entre o ministério de Nuno Crato e os colégios.

«Nestes últimos anos, temos tido dinheiro público deitado para a rua. Os professores e as escolas públicas podiam ter estas turmas e não as têm, isto é claramente à margem da lei», afirmou o presidente do SPGL, António Avelãs.

A TVI tentou ouvir o ministério, que não quis comentar o assunto.

Quanto ao grupo GPS, negou quaisquer negociações secretas, confirmando que os dois colégios das Caldas irão receber financiamento para 56 turmas, ou seja, as mesmas do ano passado. Isso mesmo consta de um protocolo assinado entre o ministério da Educação e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.