O ministro da Administração Interna anunciou esta terça-feira que está a decorrer um processo de promoções na PSP, procedimento que já estava previsto e que abrange os polícias que ficaram de fora no ano passado.

«Está em curso um processo de promoções na PSP, tendo em vista as necessidades de enquadramento e operacionais que se registam, à semelhança do que aconteceu no ano passado», disse Miguel Macedo, na cerimónia de tomada de posse dos novos comandantes da Unidade Especial de Polícia (UEP) e do Comando Metropolitano de Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, o ministro adiantou que as promoções já estavam previstas e vão abranger vários postos da PSP, comissários agentes e superintendentes.

Os polícias que vão ser incluídos neste processo são aqueles que «no ano passado não tinham, nos termos da lei, as condições para serem abrangidos por estas promoções», explicou.

Miguel Macedo afirmou também que, no ano passado, foram promovidos um maior número de polícias, tendo em conta que foi «a primeira vez, em três anos, que ocorreram promoções na PSP».

Questionado se as promoções se destinavam a acalmar os protestos dos polícias, Miguel Macedo respondeu que «não é um problema de acalmar ou deixar de acalmar», mas sim o continuar de um processo que se iniciou no ano passado e que, «em regra», deve acontecer todos os anos.

Segundo Miguel Macedo, todos os anos há «necessidade de providenciar que o enquadramento e capacidade operacional de atuação da PSP sejam feitos de acordo com o que está previsto organicamente».

Na cerimónia de tomada de posse dos novos comandantes da UEP e da Comando Metropolitano de Lisboa, o ministro disse ainda que esta semana deverá estar concluído o processo de admissão de 100 novos elementos para a PSP.

A tomada de posse dos novos comandantes ocorreu após a entrada em funções do novo diretor nacional da PSP, superintendente Luis Farinha, que subsistiu o superintendente Paulo Valente Gomes, que colocou o lugar à disposição na sequência dos acontecimentos de 21 de novembro em frente à Assembleia da República, tendo o seu afastamento sido aceite pelo ministro da Administração Interna.

Na altura, os diretores nacionais adjuntos e o inspetor nacional da PSP também se demitiram, mas vão manter-se em funções ao serem reconduzidos.

Tal como destacou no seu discurso de tomada de posse, o novo diretor nacional da PSP chamou hoje novamente a atenção para a importância de os polícias se sentirem motivados.