As famílias dos seis jovens que morreram na praia do Meco admitem a possibilidade de outra pessoa ter estado no areal na noite de 15 de dezembro.

A denúncia é de Carla Rocheta, familiar de Joana Barroso, a estudante de Santiago do Cacém do Curso de Serviço Social, que obteve a informação através de alunos da Universidade Lusófona, de acordo com a edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias.

«Chegou-me essa indicação. Ao que tudo indica houve uma segunda pessoa na praia além do sobrevivente. Ao que parece, um jovem também ligado à praxes», contou a prima da vítima de 22 anos.

O diário escreve que o sobrevivente João Miguel Gouveia estaria acompanhado por outro elemento, um antigo coordenador e representante das comissões de praxes da universidade, que o terá ajudado naquela madrugada.

«Foi ele quem ajudou o 'Dux' com as coisas. A Comissão de Praxes não pode continuar calada, porque sabe que o 'Dux' leva as praxes muito a peito. Os que morreram mandavam-lhe relatórios de praxes constantemente. Estamos fartos que nos peçam para não dizer nada», contou uma estudante ao JN.

O Correio da Manhã adianta também que a casa arrendada em Alfarim estava preparada para 12 pessoas e não apenas para os sete jovens que estiveram na praia do Meco.

Os pais das seis vítimas têm intenção de se constituírem assistentes no processo do Ministério Público e vão avançar com uma queixa contra o único sobrevivente, lamentando o silêncio de João Gouveia.

«Gostávamos de saber exatamente o que se passou naquela noite. Não sabemos de nada do que se passou. Compreendemos que [o sobrevivente] possa estar psicologicamente afetado, mas devia dizer alguma coisa às famílias», contou ainda Carla Rocheta.

João Gouveia, de 23 anos, está em silêncio desde 15 de dezembro, não contando o que se passou naquela madrugada à família ou a um representante legal.