A TVI teve acesso a documentos que comprovam que cinco pessoas, entre ex-dux e honoris dux da Universidade Lusófona, eram esperadas no fim de semana trágico no Meco em que morreram seis estudantes.

Carina Sanchez, uma das vítimas, foi incumbida de organizar a logística e a distribuição de tarefas para o fim de semana. Na lista de materiais que escreveu lê-se: «Talheres - cada um traz de casa (trazer mais 5 a contar com os excelentíssimos)».

O sobrevivente, João Gouveia, eleito recentemente dux, teria o seu primeiro fim de semana no cargo, pelo que era obrigatório a presença de pelo menos mais duas pessoas, ex-dux ou honoris dux.

Na lista, aparecem nomes de código que não são das seis vítimas nem do sobrevivente: «Foca», «Songoku» e «Mostar».

Catarina Soares era «A Arruaceira», Andreia Revez era «Haka», Joana Barroso era «Guedes», Tiago Campos era «Bilu», Carina Sanchez era «Pocahontas» e Pedro Tito Negrão era «Negrão».

No dia 12 de dezembro, quinta-feira, véspera da ida para o Meco, Carina foi às compras e gastou mais de 80 euros. Entre as compras, estavam várias garrafas de álcool.

O fim de semana iria durar até domingo e as refeições foram registadas ao pormenor. Foi comprada carne para 12 pessoas.

Com exceção de Catarina Soares, que adormeceu, todos chegaram ao Meco na sexta-feira. Carina teve de regressar a Fernão Ferro para trabalhar e só regressou no sábado ao fim do dia ao Meco.

A madrugada de sábado foi passada quase sem dormir e as mensagens trocadas entre presentes e ausentes são uma constante.

Às 2:13 de sábado, o «Bisonte», ou seja, o dux, recebe uma SMS de Carina: «Sinceramente puto aperta com a Guedes». Às 2:41, «Bisonte» continua a falar com Carina: «Isso já está há muito, com o álcool é que se nota». Às 2:43: «A Guedes está tipo revoltada. Tem que controlar o stress».

E há mensagens para outras pessoas. Às 1:17, João Gouveia escreve: «O teu puto está bem alegre já. Aliás, estão todos».