[atualizada às 18:13]

O comboio Intercidades que saiu às 07:10 desta terça-feira da Guarda com destino a Lisboa está com um atraso superior a quatro horas devido a problemas na catenária provocados pelo mau tempo, disse à Lusa fonte da Refer.

Susana Abrantes, do gabinete de informação da Rede Ferroviária Nacional (REFER), explicou que o vento forte está a projetar cascas de eucalipto que se enrolam nos fios da catenária, na Linha da Beira Alta, provocando disparos contínuos na rede de abastecimento elétrico ao comboio.

«Temos equipas no terreno a fazer vistoria e a retirar o material lenhoso, mas existe muito vento e muitas árvores pelo que a situação é complicada«, disse a assessora, referindo que não existe hora prevista para a chegada do comboio, que deveria ter chegado a Lisboa às 11:30.

Ainda na Linha da Beira Alta, mas em sentido inverso, circula outro Intercidades que está com um atraso de duas horas por causa da mesma situação.

CP faz transbordo em autocarro dos passageiros

A CP vai prolongar até à Guarda o transbordo em autocarro dos passageiros retidos na Linha da Beira Alta entre Pampilhosa e Nelas.

Os passageiros estão a ser transportados até às estações da Pampilhosa e da Guarda, disse à agência Lusa fonte da CP. O mesmo sucede em relação aos passageiros dos dois comboios regionais entre Guarda e Pampilhosa e Pampilhosa e Coimbra, também retidos, pelos mesmos motivos, naquele lanço da ferrovia, adiantou Ana Portela, da CP.

Inicialmente, foi programado o transbordo entre Pampilhosa e Nelas, mas por «recomendação da Refer, entendeu-se que o transbordo» deveria ser prolongado até à Guarda, uma vez que «não se prevê melhoria das condições do estado do tempo nas próximas horas», sublinhou.

O vento está a projetar ramos de árvores e cascas de eucalipto (que se enrolam nos fios da catenária), provocando disparos contínuos na rede de abastecimento elétrico ao comboio, no troço da Linha da Beira Alta entre Pampilhosa e Nelas e «nada garante» que o mesmo não venha a ocorrer entre Nelas e Guarda, disse à Lusa Susana Abrantes, do gabinete de informação da REFER.